Glauber do Psol ocupou Mesa Diretora e removido com uso de força
Para o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende (PSDB), a tensão na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9) é natural. A Casa de Leis pautou o PL da Dosimetria e teve a Mesa Diretora ocupada pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
“Sempre que a Câmara dos Deputados discute temas sensíveis como o atual, é natural que o clima fique mais tenso e que haja pressão de diferentes lados. Ainda assim, as lideranças da Casa permanecem em diálogo permanente, garantindo que os trabalhos sigam dentro das regras do Regimento e da Constituição”, disse o deputado por Mato Grosso do Sul.
Após Glauber ocupar a cadeira da presidência, a transmissão da sessão ordinária foi cortada pela TV Câmara. Logo depois, imagens gravadas com celular mostram o parlamentar retirado com uso de força de agentes policiais. A ordem para retirada teria sido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Resende disse ao Midiamax que não comentará sobre a situação. “Prefiro não comentar atitudes individuais de colegas parlamentares. Cabe à Mesa Diretora e ao presidente da Câmara conduzir situações dessa natureza. Da minha parte, sigo focado em buscar equilíbrio, respeito entre os Poderes e responsabilidade com o país”, afirmou.
Então, disse que acredita no controle da situação e deliberação das matérias. “Acredito que, com diálogo e serenidade, a situação será controlada. A Câmara saberá encontrar o melhor caminho para suas deliberações, preservando a estabilidade institucional e priorizando o que é melhor para o Brasil”, finalizou.
Segundo registro oficial de presença da Câmara dos Deputados, cinco dos oito parlamentares de Mato Grosso do Sul participavam da sessão até a ocupação. São eles: Geraldo Resende (PSDB), Dagoberto Nogueira (PSDB), Vander Loubet (PT), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (PSDB).
Dosimetria
Após anúncio da pauta, os líderes do PT e do PL divergiram na Câmara. De um lado, o PT questionou a decisão de Motta, de outro, o PL se mantém pela anistia.
Conforme a Agência Câmara, o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), demonstrou surpresa com a decisão de Motta. “É inaceitável que o Parlamento queira reduzir a pena de Bolsonaro. Estamos fazendo uma lei específica para privilegiar o Bolsonaro. E mais: tivemos o anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato e, no domingo, ele admitiu desistir a um preço. E esse preço começa a ser pago”, criticou o líder.
Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a legenda não desistirá da anistia. Contudo, afirmou que irá orientar pelo voto favorável à proposta.
“Não vamos abrir mão, em circunstância nenhuma, de, no próximo ano, continuar nossa luta pela anistia de todos os presos políticos nesse julgamento infundado, sem mérito, sem pertinência nenhuma. Hoje, esta Casa dará a primeira resposta para fazer justiça a tanta gente que aguarda”, disse.
Cassação
Também nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara anunciou que levará ao plenário os processos contra de três deputados. São eles: Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (Psol-RJ) nesta quarta-feira (10), e Delegado Ramagem (PL-RJ) na quarta-feira (17).
Além disso, Motta anunciou que levará à avaliação da Mesa Diretora o caso do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O deputado está atualmente nos Estados Unidos. “O deputado Eduardo Bolsonaro já tem o número de faltas que são suficientes para a cassação do seu mandato”, disse Motta.













