Governador afirma que navegabilidade reduz custos, impactos ambientais e impulsiona novos investimentos no Estado
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), defendeu a ampliação e consolidação da navegabilidade no Rio Paraguai como uma das principais estratégias logísticas do Estado.
Em entrevista do Jornal Midiamax, ele destacou a eficiência econômica e ambiental do modal hidroviário, rebateu críticas relacionadas a impactos no Pantanal e afirmou que o Governo Estadual acompanha de perto a concessão da hidrovia pelo Governo Federal.
Riedel ressaltou que o transporte fluvial é um dos modais mais eficientes disponíveis e que outros países usam bastante. “É um modal de transporte dos mais eficientes que tem, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ambiental”, afirmou.
Segundo o governador, a navegação no Rio Paraguai reduz significativamente o fluxo de caminhões nas rodovias. “A hidrovia do Paraguai tira 500, 600 caminhões por dia da rodovia. Nós não estamos falando só de emissão de combustível. Estamos falando de atropelamento de animais, de acidente com pessoas e de manutenção dessas rodovias”, disse.
Ele ainda disse que a experiência internacional reforça a importância desse tipo de infraestrutura. “O mundo inteiro que tem essa disponibilidade usa. E uma hidrovia se torna muito mais eficiente do ponto de vista econômico.”
Riedel ainda falou sobre as críticas ambientais em relação ao Pantanal. “Às vezes a gente se pega numa discussão menor, dizendo que a hidrovia vai impactar o Pantanal. Não tem nada disso. A hidrovia é a jusante de Corumbá. A montante teria que olhar com cuidado, mas a jusante não é um problema”, explicou.
O governador afirmou que o entendimento sobre a importância da hidrovia está mais consolidado e que o Governo Federal já avança no tema. “Hoje isso está muito mais consolidado. O próprio Governo Federal está levando adiante a concessão da hidrovia. Eu sou totalmente favorável e apoio essa iniciativa”, declarou.
De acordo com Riedel, a concessão deve ocorrer no início do próximo ano. “A expectativa é que aconteça no primeiro trimestre do ano que vem. Nós vamos acompanhar de perto, temos conversado com o ministro e vamos seguir atentos a todo esse processo”, afirmou.
Investimentos
Além da mineração, o governador destacou que a hidrovia terá impacto direto em outras cadeias produtivas. “A gente fala muito da mineração, mas isso vai impactar outros setores também”, disse. Ele citou o Porto da FGV, em Porto Murtinho, que já movimenta entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas de soja.
Riedel também revelou novos investimentos previstos para a região. “Recebemos recentemente empresários argentinos. Há um projeto, em parceria com Entre Ríos, para um novo porto multimodal ao lado do porto da FGV, com investimento de cerca de 180 milhões de reais, voltado para grãos e importação de combustível”, afirmou.
Para o governador, a hidrovia funciona como catalisadora de novos negócios. “A hidrovia permite a alavancagem de novos investimentos importantes. Acredito que isso vai acontecer de maneira cada vez mais vigorosa”, disse.













