Pedido de vista adiou votação marcada para esta terça-feira (10)
O Parlasul (Parlamento do Mercosul) adiou, nesta terça-feira (10), a análise e votação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O senador por Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD), vice-presidente do grupo, disse que a votação deve acontecer após o Carnaval.
Isso porque a expectativa é enviar, em seguida, o texto ao Plenário da Câmara. Após votação na Câmara, o texto segue ao Senado.
Presidente da CRE, Nelsinho destacou os impactos econômicos do acordo. O senador por Mato Grosso do Sul afirmou que os consumidores devem sentir os efeitos. Citou a redução dos preços de produtos importados, bem como o aumento das exportações e oferta de empregos.
“Vinhos, chocolates, medicamentos, máquinas e carros europeus tendem a ficar mais acessíveis. Mais do que isso, vamos mandar produtos nossos com preços competitivos para lá, é algo muito positivo que vai incrementar a nossa economia”.
Pedido de vista
Para isso, o acordo precisa passar pela análise dos parlamentares do Mercosul. Contudo, a votação sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi interrompida após pedido de vista. O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) fez o pedido.
Assim, a reunião restou suspensa e deve ser retomada em 24 de fevereiro, após o Carnaval.
O relatório foi lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O parlamentar destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos.
Então, apontou a redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis. “Trata-se de um marco na relação bilateral, que integra dois dos maiores blocos econômicos do mundo e estabelece bases de previsibilidade e transparência para o comércio”, afirmou aos colegas.
A senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), pontuou o caráter estratégico do acordo. Ademais, lembrou do longo processo de negociação, com mais de duas décadas de duração.
“É um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, que envolve mais de 700 milhões de pessoas e exige concessões de todos os lados. Esse tratado pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento do agronegócio brasileiro, apesar das salvaguardas adotadas pela União Europeia”.













