Deputado cita sucessão de erros no partido e pede que sigla entenda ‘sinalizações das urnas’
Após mais uma passagem do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a Campo Grande, o deputado estadual João Henrique Catan (PL) pontuou conflitos internos no partido, além de reafirmar sua pré-candidatura ao Governo de MS.
Aliás, esse é um dos temas que o núcleo da direita ‘raiz’ dentro do partido diverge da direção estadual, que busca o alinhamento para apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
“Eu vou mostrar até o último minuto que o PL colocando a sua candidatura, o PL vai chegar no segundo turno. Por que o PT teve secretários do governo Riedel e o PL não teve? Por que o PL não tem a vaga da CCJ que o Riedel poderia facilitar aqui e orientar a sua liderança para entregar para o PL?”, dispara.
Para Catan, o partido chegou ao ponto que está após uma sucessão de erros. “Quando o PL não ouviu o nosso pessoal, a base, errou. Em 2022 errou, em 2024 errou. O que eu tenho dito é defender dentro do meu partido isso. E essa discussão está com a Nacional”, diz.
Outro ponto de divergência trata sobre as candidaturas ao Senado, já que Reinaldo ainda enfrenta dificuldades em ser aceito por bolsonaristas, mas tem a promessa do ex-presidente Jair Bolsonaro de disputar uma vaga pelo PL.
“Por que o PL não pode colocar os dois candidatos a Senado dele? Por que o PL tem que perder o Marcos Pollon? Por que o PL tem que perder o João Henrique Catan? Por que não coube o Capitão Contar no projeto do PL em 2022? Ele ser o candidato por outro partido, agora ele está de volta. Então quer dizer, em que momento ele deixou de ser direita? Nenhum. Entende?”, pontuou o deputado.
E, cravou: “A gente tem que entender que essas sinalizações das urnas é o que serve para orientar o nosso partido e a direita no Mato Grosso do Sul”.
Nova opção da direita
Com a chegada de um ex-tucano no comando do PL, Catan também falou sobre possível mudança de partido.
O deputado afirma que recebeu convite do NOVO, que apontou ser um partido alinhado com a direita também. “o Partido Novo está muito alinhado ao próprio PL a nível nacional, se você prestar atenção, a maioria das lideranças do PL está indo para o Partido Novo ou alguns outros por enxergar que não houve repercussão nas executivas estaduais”, que também seria o caso de Catan, caso o partido opte por não lançar uma candidatura própria.














