Lula e Gustavo Petro (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Entre os temores do governo brasileiro está a possibilidade de que a medida abra margem para operações militares dos EUA em território brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone na tarde desta terça-feira (10) com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro. O contato ocorre em meio à preocupação do governo brasileiro diante da possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, o telefonema ocorreu após Lula cancelar a viagem ao Chile, onde participaria da posse do presidente José Antonio Kast.

Preocupação com possível classificação das facções

Lula tem demonstrado apreensão diante da ameaça levantada pelos Estados Unidos. A eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas levanta dúvidas no governo sobre possíveis desdobramentos na área de segurança.

Entre os temores no Palácio do Planalto está a possibilidade de que a medida abra margem para operações militares do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em território brasileiro.

Temor de impactos na soberania brasileira

A preocupação também está relacionada a um precedente recente na América do Sul. Em dezembro de 2025, os Estados Unidos classificaram a organização criminosa colombiana conhecida como Clan del Golfo como grupo terrorista.

O episódio gerou repercussões na região e ampliou o debate sobre os efeitos que esse tipo de classificação pode provocar nas relações internacionais e nas políticas de segurança dos países latino-americanos.

Crise do petróleo também preocupa governo

Outro tema que tem mobilizado o governo brasileiro é a crise no mercado internacional de petróleo. Segundo auxiliares de Lula, a escalada da guerra no Irã provocou forte alta no preço do barril nos últimos dias.

Na segunda-feira (9), o presidente brasileiro também conversou por telefone com a presidente do Chile, Claudia Sheinbaum. Durante o diálogo, Lula defendeu o aprofundamento da cooperação bilateral entre os dois países na área de energia, considerada estratégica diante do atual cenário internacional.