A deputada classificou como descaso o afastamento remunerado
A deputada estadual Gleice Jane (PT) apresentou moção de repúdio e apoio às vítimas de assédio no serviço público de Mato Grosso do Sul durante sessão na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (24).
A parlamentar criticou a concessão de férias ao delegado e ex-vereador Wellington de Oliveira após denúncias de assédio moral e sexual feitas por alunas da Acadepol (Academia da Polícia Civil).
“É por isso que nós apresentamos aqui, na Assembleia, um tempo atrás, um projeto de lei que tivesse como obrigação a capacitação e formação de quem trabalha no serviço público para a gente evitar esse tipo de situação de assédio às mulheres, de violência às mulheres que trabalham dentro do espaço público. Mas o nosso projeto foi considerado inconstitucional. Está aí a situação que a gente vivencia hoje. Inconstitucional formar homens para que respeitem as mulheres”, lamentou a parlamentar.
Para Gleice, a manutenção de estruturas que priorizam o resguardo político em detrimento da segurança das vítimas contribui para que o Estado apresente índices alarmantes de violência de gênero.
Ela mencionou que o ex-vereador Wellington de Oliveira teria utilizado sua influência política para desencorajar denúncias. A capital sul-mato-grossense ainda registrou recentemente a denúncia contra o ex-secretário da Juventude Paulo Lands, por assédio sexual e estupro de vulnerável contra um funcionário de 22 anos, além da acusação de violência doméstica contra o ex-titular da Funesp (Fundação Municipal de Esportes) Sandro Benites.
A moção protocolada pela deputada busca formalizar o posicionamento do Legislativo contra a impunidade e o silêncio institucional.
Gleice Jane enfatizou que a maioria masculina na composição da Assembleia Legislativa e nos espaços de poder amplia a responsabilidade dos parlamentares homens no enfrentamento a esses crimes.
A Corregedoria da Polícia Civil e a Prefeitura de Campo Grande acompanham os desdobramentos dos casos citados. No caso dos secretários municipais, eles foram exonerados a pedido.














