Tereza Cristina é senadora eleita em MS pelo PP. (Pietra Dorneles, Midiamax)

A decisão, segundo a senadora, contraria o direito da minoria

Senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP) publicou nas redes sociais um recado à população de que o Senado não vai desanimar, após o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubar a prorrogação da CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A decisão, segundo a senadora, contraria o direito da minoria. “Foram muitos os obstáculos, mas muita coisa foi feita: 51 reuniões, 14 prisões, 43 quebras de sigilo e quase R$ 3 bilhões bloqueados na Justiça. É dinheiro do aposentado que foi roubado. As fraudes quase triplicaram no governo Lula”, publicou nas redes sociais.

Ela ainda disse que, durante os trabalhos da CPMI, foram descobertas ligações com parentes de altas autoridades e operações de fintechs além do Banco Master. “Requerimentos foram barrados, convocações não foram aprovadas. A conclusão é clara: havia muito a esconder. Como representantes do povo, não vamos desanimar. Seguiremos lutando por respostas, transparência e pelo fim dessa corrupção que indigna os brasileiros”.

Mas o que motivou a decisão do STF?

O plenário do STF derrubou ontem (26) a decisão liminar do ministro André Mendonça que mandou o Senado prorrogar a CPMI do INSS. A maioria dos ministros entendeu que a prerrogativa para prorrogar a comissão é exclusiva do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Com isso, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI, deve ler nesta sexta-feira (27) o relatório. Ele não descarta uma reunião no sábado (28).