Juliano Ferro estudava deixar a prefeitura para integrar a chapa de João Henrique Catan (Novo) ao Governo de MS, mas desistiu do plano
A vice-prefeita de Ivinhema, Ângela Casarotti (PP), afirmou no último sábado (28) que não vai trocar a equipe da prefeitura caso assuma o gabinete, se o prefeito Juliano Ferro (PL) renunciar. No último dia 26 de março, ele afirmou que desistiu da renúncia para que a vice não assumisse em seu lugar.
Ferro havia recebido convite para trocar o PL pelo Novo e, assim, entrar como vice-governador na chapa encabeçada por João Henrique Catan (Novo). Entretanto, ele desistiu deste pleito para terminar o mandato.
Ângela citou também que, se a preocupação fosse a ‘demissão em massa’, ela se comprometeria a manter todos até o fim deste mandato — inclusive, prometeu formalizar a promessa oficialmente.
“Eu nunca quis que ele saísse. O nosso projeto sempre foi de oito anos, e a gente assumiu esse compromisso com o povo. Se é esse o receio, eu registro em cartório que não mando nenhum secretário embora até 2028”, destacou.

Racha na chapa
Durante a entrevista à imprensa local, Ângela também revelou que não mantém diálogo recente com o prefeito, mas ressaltou que se considera parte da gestão. Ela destacou ainda que, caso precisasse assumir o comando do município, estaria preparada, mas deixou claro que nunca teve interesse em provocar qualquer ruptura.
O racha da chapa não é recente. Em setembro, Ângela fez uma reunião com servidores da Saúde, na qual garantiu um repasse da prefeitura. Ferro reprovou a atitude e a mandou ficar em casa esperando ele morrer. Ele foi às redes sociais expor a situação e afirmou que vice não tem competência para decidir destino de repasses do Executivo.
Na época, Juliano afirmou que não ‘caminha mais politicamente’ com Angela. Ele explicou ao Jornal Midiamax que ambos estão em partidos diferentes e, por conta de algumas condutas, eles não estão mais ‘juntos’.
No vídeo publicado no ano passado, o prefeito enfatizou que o vice não deve atuar na gestão e que prefeito e secretário são os que ‘sabem’ da administração pública — deixando claras as desavenças entre a chapa.

Licitação milionária
Na quinta-feira (26), Juliano justificou que a desistência tem relação com uma licitação de mais de R$ 65 milhões, que precisou ser adiada em até dois meses.
“Nós sabemos da responsabilidade de uma obra dessa e eu não poderia deixar de dar a ordem de serviço e de licitar a maior conquista para Ivinhema”, explica sobre o certame, que prevê asfaltos para os bairros e também para o distrito de Amandina.
“[…] pensando no desenvolvimento de Ivinhema, eu resolvi, juntamente com a minha equipe, não renunciar mais. Eu não tenho ambição de questão de exercer outros cargos, eu não tenho ambição política”, diz Ferro.
Entretanto, Ângela comentou na entrevista que até deixaria Juliano assinar a ordem de serviço e que reconhecia o mérito da gestão.














