Presidente Lula com líderes europeus na Cúpula do G7 (Foto: Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta
quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não
interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

 “Por mim, ele pode
continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum
problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora,
não se meta nas eleições no Brasil.”

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as
eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa
que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”,
completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em
Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que
ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais
dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código
de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero
isso”, concluiu.

Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump
classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a
condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo
para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os
Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois
meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do
processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a
favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para
intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente
Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.