
Sputnik – Os partidos de oposição vão apresentar candidatos em conjunto em todos os 106 distritos eleitorais na Hungria. Eles também prometem estabelecer um programa único e governar juntos se tiverem sucesso.
De acordo com informações do portal Público, o partido Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orban, está em segundo lugar nas intenções de voto para premier da Hungria. Ele aparece atrás de uma coligação formada por partidos da oposição.
O pleito na Hungria deve acontecer apenas em 2022, porém, a oposição à Orban segue unida em torno de um projeto para vencer o atual primeiro-ministro.
O apoio ao Fidesz desceu dois pontos percentuais, e chegou a 30%, segundo a publicação. Os partidos que se juntaram aparececem com 35% das intenções de voto, tendo subido três pontos percentuais.
Peter Marki-Zay, líder de um grupo que promove a unificação da oposição, disse que o Fidesz teria perdido quase metade dos distritos em 2018 se enfrentasse apenas um único oponente.
O governo de Viktor Orban enfrenta graves problemas em função da pandemia de COVID-19. A oposição usa esta questão para criticar o governo. Em meio a este cenário político, o afastamento de Jozsef Szajer, um dos fundadores do Fidesz em 1988 e figura muito próxima de Orbán, pode ser interpretado como um golpe para o partido.
Critico do homossexualismo, Jozsef Szajer é o eurodeputado que quebrou as regras do confinamento na Bélgica, tendo sido flagrado participando de uma orgia homossexual.
A oposição tenta encontrar força ao juntar-se para ter maior dimensão, já que o governo também alterou o sistema para dar mais força aos partido grandes e com representação em todo o território.
Mas é uma incógnita o que poderá acontecer a uma aliança que junta partidos tão diferentes como o Momentum, movimento liberal saído da sociedade civil e cuja primeira ação foi contra a candidatura de Budapeste aos Jogos Olímpicos, e o Jobbik, que já foi aliado do Fidesz, mas, com tempo, passou a se posicionar cada vez mais para o centro.
Fonte: Brasil247












