Confirmado por Jair Bolsonaro para o posto de candidato a vice-presidente, o general da reserva Walter Braga Netto deve deixar nesta semana o cargo que ocupa no governo federal e fazer viagens ao Rio de Janeiro e a Minas Gerais.
A legislação eleitoral estabelece que servidores da administração direta ou indireta que queiram ser candidatos precisam deixar seus cargos na iniciativa pública três meses antes do primeiro turno, ou seja, até 2 de julho.
A ideia de integrantes da campanha à reeleição é de que, após deixar o posto, o militar foque sua atuação em dois colégios eleitorais considerados cruciais para a tentativa de reeleição do presidente. Bolsonaro confirmou o general como vice em entrevista ao Programa 4 por 4. Minutos após a declaração, o presidente publicou uma foto ao lado de Braga Netto.
Em 2018, o desempenho de Bolsonaro em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, sobretudo junto ao eleitorado moderado, foi o que garantiu a sua vitória no segundo turno. Os estados são, respectivamente, o segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do país. O general da reserva é mineiro e atuou, em 2018, como interventor federal da segurança pública no Rio de Janeiro. A ideia é que, em seu périplo, ele se reúna como militares e empresários.
No final de semana, Braga Netto já viajou à capital fluminense para se reunir com integrantes da Firjan (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A ideia é que ele repita a articulação nos próximos meses.
No governo federal, auxiliares do presidente dizem que Braga Netto tem enviado colaborações para o programa eleitoral de Bolsonaro, que tem sido organizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A experiência do militar da reserva como interventor federal da segurança pública no Rio de Janeiro é citada por aliados do presidente como um fator que deve ser explorado na campanha eleitoral. A última pesquisa Genial/Quaest mostrou que a violência é a principal preocupação do eleitorado fluminense.
Debate
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.
Fotos – Os pré-candidatos à Presidência

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Jair Bolsonaro (PL), presidente do Brasil e pré-candidato à reeleição
Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, governou o país entre 2003 e 2010 e é o pré-candidato do PT à Presidência
Crédito: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, pré-candidato à Presidência pelo PDT
Crédito: DENNY CESARE/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
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Simone Tebet cumpre o primeiro mandato como senadora por Mato Grosso do Sul e é a pré-candidata do MDB à Presidência
Crédito: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Luciano Bivar é presidente do União Brasil e pré-candidato do partido à Presidência; deputado federal já comandava o PSL antes da fusão da sigla com o DEM
Crédito: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Felipe d’Avila, pré-candidato do partido Novo à Presidência da República
Crédito: Reprodução Facebook
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André Janones, atualmente é deputado federal por Minas Gerais, é o pré-candidato à Presidência pelo partido Avante
Crédito: Paulo Sergio/Agência Câmara
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Eymael, pré-candidato à Presidência pelo DC; ele já concorreu nas eleições presidenciais em 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018, sempre pelo mesmo partido
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Bras
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Vera Lúcia é a pré-candidata à Presidência da República pelo PSTU
Crédito: Romerito Pontes/Divulgação
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Leonardo Péricles, pré-candidato à Presidência pelo Unidade Popular (UP)
Crédito: Manuelle Coelho/Divulgação/14.nov.2021
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Sofia Manzano, pré-candidata do PCB à Presidência nas eleições 2022
Crédito: Divulgação
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Pablo Marçal, pré-candidato à Presidência pelo Pros. Ele é empresário e se filiou ao partido no fim de março de 2022
Crédito: Reprodução/Facebook
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