Na reta final da campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mudou o tom sobre a pandemia de Covid-19 e disse ter cometido “exageros” sobre a doença. O ex-capitão esteve com apoiadores no Recife (PE) na manhã desta quinta-feira 13.

“Acredito que tenha feito o possível para ajudar no combate à Covid”, afirmou. “Houve da minha parte alguns exageros nas palavras, peço desculpas, mas faz parte da emoção, talvez da educação que eu tive em casa, bastante rígida e também meus 15 anos de Exército”.

Na pandemia, Bolsonaro chegou a imitar acometidos pela doença com falta de ar, disse que não era coveiro quando perguntando sobre o número de mortes e esbravejou contra a compra de vacinas. Até o momento, o Brasil ultrapassou as 685 mil vítimas da doença.

A nova posição do presidente busca reduzir a alta rejeição que seu nome ainda enfrenta, segundo as principais pesquisas do País. De acordo com levantamento do Datafolha na semana passada, 51% dos entrevistados afirmam não votar em Bolsonaro de jeito nenhum. O PoderData coloca o ex-capitão com 46% de rejeição.

Além de buscar aumentar a sua taxa de aceitação, Bolsonaro tem usado os seus discursos para tratar de pautas de costumes e índices de violência. No evento desta quinta, o presidente retomou o assunto ideologia de gênero para tentar ampliar a rejeição ao nome do ex-presidente Lula (PT).

Sobre as intenções de voto, o petista lidera a corrida eleitoral no segundo turno. A pesquisa Ipec, divulgada na segunda-feira 10, coloca o ex-presidente com uma vantagem de 9 pontos sobre o atual: 51% x 42%.

Com uma distância menor, outros institutos também apontam Lula à frente de Bolsonaro.