Nelsinho Trad, senador de MS pelo PSD. (Andressa Anholete/Agência Senado)

Senador pediu audiência para debate de soluções após casos de intoxicação por metanol

O senador por Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD), defendeu medidas que reforcem o combate às bebidas adulteradas. “Essa é uma pauta de vida”, disse em audiência pública que debateu o tema no Senado nesta quarta-feira (15).

Assim, defendeu os direitos dos consumidores. “O consumidor precisa ter a garantia de que o que está comprando é seguro. E o Brasil precisa ter um sistema eficiente, moderno e rastreável, que puna quem falsifica e proteja quem produz corretamente”, disse.

Debate

“Não podemos permitir que o crime continue lucrando às custas da vida das pessoas. É preciso endurecer o combate e dar transparência à cadeia produtiva”, destacou Nelsinho.

Além disso, apontou que o tema é questão de saúde pública e de segurança do consumidor. “Estou estudando ações para a rastreabilidade das bebidas”, anunciou.

O debate aconteceu a partir de requerimento do senador. Então, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) realizou a audiência após casos de circulação de bebidas alcoólicas adulteradas e intoxicação por metanol.

No Senado, a Comissão tem Marcelo Castro (MDB/PI) como presidente. Representantes do setor produtivo e do Governo Federal participaram do encontro.

Queda de vendas

Então, apontaram como principais responsáveis pela crise o comércio informal e o mercado ilícito. O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, relatou que os estabelecimentos regulares estão sendo penalizados.

Conforme o representante, após os casos, houve queda de até 60% nas vendas de destilados. A senadora Damares Alves defendeu o endurecimento das punições para bebidas adulteradas.

“O criminoso precisa sentir a dor das famílias que perderam um jovem envenenado por uma bebida clandestina”, disse. Representantes dos ministérios da Saúde, Agricultura, Justiça e Segurança Pública e Receita Federal participaram da audiência.

Por fim, também houve participação da Anvisa, Abrasel, Abrabe, ABBD, Sindicerv, Abrace, Abrape, e da Tracit (Aliança Transnacional para o Combate ao Comércio Ilícito).