
Ministra disse que Paolo Zampolli deve desculpas públicas ao Brasil
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, manifestou indignação após declarações ofensivas de um conselheiro ligado ao governo dos Estados Unidos sobre mulheres brasileiras. O conselheiro Paolo Zampolli fez comentários considerados misóginos ao se referir a brasileiras, o que provocou forte reação de autoridades e usuários nas redes sociais.
Em pronunciamento público, Tebet afirmou: “Manifestar a minha profunda indignação, a minha revolta contra a fala mais do que preconceituosa criminosa de um servidor do alto escalão do governo americano contra as mulheres brasileiras.”
As declarações do conselheiro ocorreram durante entrevista em que ele comentou sua relação com a ex-esposa brasileira, a modelo Amanda Ungaro. Na ocasião, Zampolli fez generalizações sobre mulheres do país, afirmando que “causam confusão com todo mundo” e reforçando estereótipos ao longo da conversa.
Em outro momento, o conselheiro utilizou termos ofensivos ao se referir a brasileiras, o que ampliou a repercussão negativa do caso. A entrevista gerou críticas tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente por envolver uma autoridade ligada ao governo norte-americano.
Diante desse cenário, Tebet reforçou a gravidade das declarações: “Quando disse esse senhor que as mulheres brasileiras são p… que são uma raça maldita e todas iguais.”
A ministra também destacou o impacto das falas sobre a imagem do país: “Ofende esse senhor não só todas as mulheres do Brasil, mas ao povo brasileiro que reconhece a mulher valorosa e guerreira que somos.”
O episódio ganha maior dimensão por estar relacionado a disputas pessoais e judiciais envolvendo o conselheiro e sua ex-esposa, que o acusa de abuso sexual e violência doméstica. Zampolli nega as acusações. Segundo o jornal The New York Times, ele também teria contatado autoridades de imigração dos Estados Unidos após a detenção da brasileira, que acabou deportada em 2025.
Por fim, Tebet cobrou uma resposta pública do conselheiro: “Esse senhor tem que vir a público, fazer um pedido público de desculpas ao Brasil e às mulheres brasileiras por isso hoje eu sou uma minha voz a voz de centenas de mulheres que estão vindo nas redes sociais manifestar a sua absoluta indignação.”













