A ex-deputada e ex-vice-governadora Rose Modesto (Foto: Divulgação)

O número crescente de jovens que não estudam e nem
trabalham tem acendido um alerta em todo o país. O tema preocupa Rose Modesto,
que defende mais atenção à saúde emocional, qualificação profissional e
proteção dos adolescentes diante da influência negativa das redes sociais.

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) mostram que 6,2 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos estão fora da
escola e do mercado de trabalho, os chamados “nem-nem”.

O levantamento, elaborado com base em dados do IBGE, PNAD
Contínua, RAIS e eSocial, aponta ainda que, dos 32,9 milhões de jovens
brasileiros nessa faixa etária, apenas 4,3 milhões conseguem conciliar estudo e
trabalho.

Segundo Rose, muitos jovens têm enfrentado isolamento
social, excesso de tempo nas plataformas digitais e falta de perspectiva sobre
o futuro.

“Precisamos olhar para os nossos jovens antes que a
internet ocupe esse espaço sozinha. Muitos adolescentes estão perdendo
perspectiva de futuro e ficando vulneráveis a influências perigosas”, afirmou.

Enquanto vice-governadora de Mato Grosso do Sul e
secretária de Assistência Social, Rose implantou o programa Rede Solidária,
iniciativa voltada ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade,
oferecendo no contraturno escolar atividades como reforço educacional, oficinas
culturais, esportivas e cursos de capacitação profissional para jovens e
adultos.

Além disso, Rose mantém em Campo Grande o projeto social
Tocando em Frente, criado há mais de 15 anos, que já atendeu milhares de
crianças e adolescentes com aulas gratuitas de música, dança, esportes, artes e
acompanhamento social.

“Quando um jovem encontra oportunidade, acolhimento e
propósito, ele consegue enxergar novos caminhos para a própria vida”, completou.
Rose também destaca a importância de ampliar oportunidades de capacitação,
esporte, cultura e inclusão social para a juventude.

A ex-parlamentar defende que o tema seja tratado como
prioridade social, debatido amplamente para que políticas públicas possam ser
propostas e implementadas, especialmente diante dos desafios emocionais e
digitais enfrentados pelas novas gerações.