Rio de Janeiro – Sai Marcelo Crivella (Republicanos), entra Eduardo Paes (DEM), mas a peleja entre a prefeitura do Rio de Janeiro e as entidades representativas das principais categorias de trabalhadores do funcionalismo público continua dura. Desde que o secretário de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo Carvalho, anunciou que não há dinheiro em caixa para pagar os salários de dezembro e o restante do 13º dos servidores municipais até esta sexta-feira (8), quinto dia útil do mês, trabalhadores na educação e na saúde estão em estado de alerta e podem voltar a deflagrar greves iniciadas no último ano de gestão de Crivella, que atualmente se encontra em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Homem forte do novo governo, Pedro Paulo anunciou também que a prefeitura aumentará a alíquota previdenciária do salário dos servidores dos atuais 11% para 14%, o que contraria uma promessa feita por Paes durante a campanha. A novidade desagradou em cheio o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais. O colegiado de entidades jea marcou um ato simbólico para as 10h desta sexta-feira (9) em frente à prefeitura. E se reunirá nos próximos dias para definir uma agenda de lutas. Em entrevista à imprensa, o secretário falou em “engenharia financeira” para honrar o pagamento, culpou a “gestão de caixa irresponsável” da gestão anterior pelo atual estado de coisas e citou a pandemia para pedir “compreensão” aos servidores.

Fonte: RBA