O presidente do Irã Ebrahim Raisi exibe a foto do mártir General Qasem Soleimani na sede das Nações Unidas em Nova York, Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Denunciando as sanções impostas pelos norte-americanos a outros países, Ebrahim Raisi ainda destacou que a ordem mundial criada pelos EUA está próxima do colapso

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, em discurso na ONU, lembrou do assassinato do comandante Qasem Soleimani pelos Estados Unidos em janeiro de 2020 e pediu que o ex-presidente norte-americano Donald Trump seja punido.

“A adequada busca da Justiça diante de um crime que o presidente americano admitiu ter ordenado não será abandonada. Procuraremos, por meio de um tribunal justo, levar à Justiça aqueles que martirizaram nosso amado general Qassem Soleimani” disse Raisi.

Denunciando as sanções impostas pelos norte-americanos a outros países, ele ainda destacou que a ordem mundial criada pelos EUA está próxima do colapso. “Seu colapso é inevitável”, disse. “Os Estados Unidos não podem aceitar que certos países têm o direito de se manter de pé e seguem confundindo militarismo com segurança”, afirmou. 

“O Irã não tolera relações baseadas na opressão”, apontou. “Não temos escolha a não ser a coesão e o multilateralismo”, discursou.

Além disso, Raisi voltou a exigir garantias dos Estados Unidos de que cumprirá o acordo nuclear com o Irã caso este seja reativado, lembrando que seu país tem sido “extremamente flexível” para tentar retomar o acordo nuclear com as potências. 

“A República Islâmica do Irã não busca construir ou obter armas nucleares e tais armas não têm lugar em nossa doutrina”, disse o presidente iraniano à Assembleia Geral da ONU. “Temos boa vontade, assinamos o acordo”, notou, mas “não tivemos a oportunidade de receber a recompensa por esses acordos”.

O chefe de Estado, no entanto, disse que duvida do presidente dos EUA, Joe Biden. “Eles continuam repetindo as mesmas histórias do passado, o que nos faz duvidar de seu compromisso de voltar ao acordo”, lembrou.