High Representative of the European Union for Foreign Affairs and Security Policy Josep Borrell attends a news conference with European Commission President Ursula von der Leyen, after Russia launched a massive military operation against Ukraine, in Brussels, Belgium, February 27, 2022. Stephanie Lecocq/Pool via REUTERS (Foto: POOL/Reuters)

Descumprindo a promessa feita pelo chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, o bloco não conseguiu acordo para apresentar um novo pacote de sanções nesta semana

Sputnik – Descumprindo a promessa feita pelo chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, o bloco não conseguiu acordo para apresentar um novo pacote de sanções nesta semana.

Conforme informou a agência Reuters, a UE não chegou a um acordo sobre o prometido novo pacote de sanções contra a Rússia pelo terceiro dia consecutivo.

A divergência segue sendo sobre a importação de borracha sintética russa. Enquanto a Itália e a Alemanha seguem exigindo isenções, a Polônia mantém posição rígida. Varsóvia acredita que as sanções propostas à borracha russa têm uma lista tão longa de isenções e longos períodos de transição que terão pouco efeito no futuro próximo.

Os 27 países-membros precisam concordar de forma unânime com o pacote para que ele seja acatado.

A adoção desenfreada de sanções contra a Rússia por países do Ocidente contrasta com a posição de países da América Latina e da África, que resistem a cerrar fileiras contra Moscou diante do conflito apesar das pressões que têm sofrido. Os líderes do chamado Sul Global também rejeitam o envio de munições e armas a Kiev, alegando que isso alimenta o conflito.

Turquia e China se movimentam para mediar conflito ucraniano

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, teve uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (24) e afirmou que está pronto para contribuir para a retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da China disse em um documento de posição sobre a situação na Ucrânia que o diálogo e as negociações são a única saída para o conflito.

Pequim afirma que a segurança regional não pode ser alcançada fortalecendo ou mesmo expandindo blocos militares. A China aponta que para resolver a crise ucraniana é necessário abandonar a mentalidade da Guerra Fria e respeitar os legítimos interesses de segurança de todos os países.

O documento acrescenta que a China se opõe à politização da economia mundial e seu uso como arma. Além disso, Pequim pediu a restauração do diálogo direto entre Moscou e Kiev o mais rápido possível.

Enquanto o MRE da Rússia saudou a iniciativa chinesa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Comissão Europeia deslegitimaram a proposta por vir de Pequim, que não votou contra Moscou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).